Antes da Black Friday, Meta e Google mudam a medição dos anúncios: o que conferir
Em 12 de novembro o Pixel da Meta passa a contar compras que hoje ficam fora do relatório, já ligado por padrão. Em 16 de novembro o Google muda o envio de listas de clientes. Nenhuma das duas aumenta as vendas; as duas mudam os números.

Quem anuncia no Instagram, no Facebook ou no Google e vende pelo site vai ver os números do painel mudarem nas próximas duas semanas, sem ter mudado nada na campanha. A Meta liga em 12 de novembro uma medição nova do Pixel, que vem ativada por padrão. O Google muda em 16 de novembro a forma de receber listas de clientes. As duas mudanças chegam antes da Black Friday, em 27 de novembro, justamente quando o resultado do anúncio decide para onde vai a verba. Vale entender o que muda e anotar os números de hoje antes que eles mudem.
O que aconteceu
Na Meta, a opção "Mensurar conversões nos dispositivos dos clientes", no Gerenciador de Eventos, passa a medir no aparelho do cliente compras que hoje ficam fora do relatório [1]. A própria Meta dá o exemplo: a pessoa vê o anúncio de uma luminária no Instagram, entra no site dois dias depois e compra; a Meta tem o registro do anúncio e recebe o evento de compra, mas nem sempre consegue ligar um ao outro para atribuir a venda à campanha [1]. Com a opção ligada, essa correspondência acontece no aparelho, usando uma informação que o cliente já deu à loja, como o e-mail, e dados temporários e não identificáveis do dispositivo; a Meta recebe só a confirmação de que a compra aconteceu e a campanha a que ela pertence [1]. A opção vem ativada por padrão, funciona junto com o Pixel e a API de Conversões, não substitui nenhum dos dois e não altera a janela nem o modelo de atribuição [1]. Ela não vale para pessoas na União Europeia e no Reino Unido [1]. A data de 12 de novembro aparece no painel do Gerenciador de Eventos, com o aviso de que a medição começa nesse dia, e vale para os conjuntos de dados que já enviam eventos; desligar é por pixel, na aba de configurações [2].

No Google, um e-mail enviado a anunciantes informou que, a partir de 16 de novembro, a Central de dados (Data Manager) deixa de exigir que os dados de clientes cheguem com hash SHA-256 e passa a aceitar dados criptografados por padrão, com a normalização e a correspondência feitas dentro de um ambiente isolado de processamento [5]. A mudança alcança quem envia listas para o público-alvo de clientes e conversões otimizadas por conexão com CRM, armazenamento em nuvem, upload de arquivo ou pela API [5]. A página oficial de ajuda ainda descreve o processo antigo: diz que é necessário gerar hash dos dados particulares dos clientes e que a própria Central de dados faz isso com SHA-256 quando o arquivo chega sem hash, sem precisar formatar antes [6].
Por que isso importa
Mais conversões no relatório não são mais vendas. O número de compras atribuídas aos anúncios tende a subir e, com ele, o retorno reportado; o custo por compra reportado tende a cair, sem que o caixa mude [4]. Isso tem um efeito prático na Meta: a orientação da própria empresa para a alta temporada diz que um conjunto de anúncios precisa de cerca de 50 conversões por semana para sair da fase de aprendizado, e os que ficaram abaixo disso custaram 28% mais por compra; contar mais conversões pode empurrar conjuntos para fora dessa fase [3]. Profissionais citados pela PPC Land criticaram o momento, duas semanas antes da Black Friday, e chamaram o resultado de pesadelo de conciliação; a recomendação deles não foi desligar, e sim comparar as compras atribuídas pela Meta com os pedidos reais da loja e acompanhar essa proporção [3]. A Meta não detalhou se as conversões recuperadas entram na otimização e nos públicos ou só no relatório, nem se o valor da compra vai junto [2].
No Google, a mudança é pouco visível para quem só sobe uma planilha: a Central de dados já fazia o hash sozinha [6]. O ponto de atenção é quem tem integração própria, agência ou ferramenta que gera o hash antes de enviar; o Google não disse se os envios já com hash continuam funcionando depois do dia 16 [5].

Para fechar
Nenhuma das duas mudanças pede uma ação complicada, mas as duas pedem atenção aos números no mês em que eles mais importam. Uma linha de base anotada hoje vale mais do que qualquer relatório depois do dia 12.
O que isso muda para o seu negócio
- Faça: antes de 12 de novembro, anote dois números das últimas quatro semanas: as compras que o Gerenciador de Anúncios atribui aos anúncios e os pedidos reais no sistema da loja. Depois do dia 12, compare de novo toda semana. Se a proporção mudar, foi a medição que mudou, não a venda [3][4].
- Evite: aumentar a verba da Black Friday por causa de um retorno que subiu no painel sem subir no caixa. Também evite desligar a opção por reflexo, sem olhar os dados: a Meta afirma que o sinal mais forte melhora a entrega, e a conciliação com os pedidos é o que diz se isso está acontecendo [1][4].
- Observe: se a loja usa integração com CRM, API ou um parceiro que envia listas ao Google com hash próprio, confirme com quem cuida disso que o envio continua funcionando depois de 16 de novembro, e acompanhe se a página de ajuda do Google muda de texto [5][6].
Fontes
- 1Sobre a mensuração de conversões nos dispositivos dos clientes Meta, Central de Ajuda para Empresas, 6 de novembro de 2026
- 2Meta Pixel will count more conversions from Nov 12 unless advertisers opt out PPC Land, 27 de outubro de 2026
- 3Meta Pixel counts more sales from Nov 12 as AI ads go undisclosed PPC Land, 28 de outubro de 2026
- 4Meta On-Device Conversion Measurement: What It Changes Stape, 22 de outubro de 2026
- 5Google Ads Data Manager stops requiring hashed customer data November 16 PPC Land, 18 de outubro de 2026
- 6Preparar seus dados para importação Google, Ajuda da Central de dados, 6 de novembro de 2026
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